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EDITORIAL

Estamos encerrando mais um ano de atividades, buscamos ser, até por não termos “rabo preso” com ninguém, dos melhores e mais acreditados editoriais de Bragança e região, esse é nosso idealismo, por nossa busca e acúmulo de experiência nestes cerca de 22 anos de atividade. Amamos o que fazemos, nossa terapia ocupacional, creiam-nos, temos a Tribuna do Caeté até como dádiva divina, daí por buscarmos aprimorá-la com toda isenção e dignidade possível. Claro, somos passíveis de equívocos, não nos temos como perfeitos. Procuramos, ao longo desse tempo ser fiel a verdade, sem privilegiar com ou sem criticas a ninguém, como diria o ditado popular, “nem o bispo”. Nisto - em liberdade de expressão, pautada na ética e jurídica, buscamos ser diferentes do noticiário banalizado, onde escolhem-se matérias ou personalidades, as telinhas e ouvidos só comentam sobre “pobres, pretos e p.” Lutamos para agir diferente.
Graças a Deus, bragantinos, leitores e patrocinadores que em nós confiam, temos procurado ser fiel a confiança dos senhores. Ora, nossa credibilidade evoluiu. Antes, éramos tidos como “doido” talvez por sermos diferentes? Agora, algumas pessoas nos taxam de corajoso, como se fosse virtude, heroísmo, coragem, não omitir agentes da noticia por sua posição de mando, econômica ou influência. Quem age assim, faz a mídia de omissão, manipulação ou como diria a confrade Natalina Brito (O Imparcial), “Bitolação”. Neste tempo de atuação, mostramos a que viemos, fomos olhados com discriminação, onde por nossas características de livre expressão, éramos olhados sob outro ângulo, e negativo.
Mas essa gente, preconceituosa pela ignorância, vem nos engolindo (expressão do treinador de futebol Zagalo) nestes 17 anos de jornalismo, com passagens pelo O Imparcial (Natalina Brito), O Semanário e Tribuna do Caeté. Em nossa ótica, aqui na Pérola ainda se faz jornalismo amador, conforme interesses políticos, econômicos, religiosos, elitista, escolhendo-se as caras, jogando fatos importantes para baixo do tapete, sendo um desserviço a motivação pelo melhor conhecimento e pela liberdade plena de expressão, principalmente ao “Zé Povinho”, sofredor, caladinho, olhado como cidadão de 3ª classe. Não queremos fazer parte desse circulo de banais, vulgares por omissão, coniventes com os sistema por traz dos próprios interesses fisiológicos. E olhe que alguns se julgam os papas do jornalismo!
Saibam, é doloroso para nós, mesmo com nossa consciência firme por jornalismo isento, citar fatos envolvendo agentes públicos, pessoas de nosso convívio cotidiano, como é o fato da reprovação das contas do exercício de 2007 do ex-presidente e Ordenador de Despesa da Câmara Municipal, Wallailson Guimarães, sendo citado a restituir aos cofres municipais várias importâncias por pagamentos indevidos. Que fica passível de denúncia pelo Ministério Público em resposta a ação proposta por cidadãos bragantinos, ele acusado de desvios de recursos e suposto enriquecimento ilícito. A promotoria, através do juizado solicitou ao TCM informações sobre as contas de Walailson e agora tem no relatório, já em mãos do Presidente da Câmara Pedro Neto, os instrumentos em provas para denunciá-lo por improbidade administrativa, podendo ser afastado por cassação e ficando inelegível. E vós o que dizeis cidadão de Bragança?
Oxalá, por esta citação, não sejamos novamente agredidos pelo Sr. “Adinho” Guimarães, irmão de Walailson, por aquilo, penalizado por transação penal pelo juiz Otávio Albuquerque com apenas R$ 95,00. Sendo nossa intenção, baseado nessa punição, argüir junto ao juizado especial pagamento de indenização por danos morais e matérias, por danos físicos psicológicos e constrangimento público ao idoso (código do Idoso, etc.
Permaneceremos na vanguarda da defesa do cidadão bragantino, que paga impostos, vota e portanto acreditando em nossa Tribuna, aqui tem noticia isenta e como dizem alguns bragantinos: Corajosa! mesmo correndo riscos de vida e agressões! Fazer jornalismo de qualidade, sem escolher caras, faz parte de nossa meta e melhor opção.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo fãs, leitores e patrocinadores bragantinos!
Gratos, muito gratos por tua consideração (atual) e confiança na Tribuna como ícone do noticiário local.

DENUNCIE! O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?
Qual a lei da corrupção? Ganhar, vencer a qualquer preço. Não importa se o outro vai se dar mal. Furar a fila, lucrar no troco; Sair sem pagar a conta; falsificar as notas na escola; Até mesmo contar umas mentirinhas; Afinal de contas, o único ser humano com sentimentos e idéias, que merece ser respeitado é você e a única pessoa que existe no mundo.
Quanto vale a sua consciência? Normalmente, quando as pessoas cometem aos que vão contra aquilo que elas acreditam e agridem os outros gratuitamente. Elas perdem o sono. Mas isso é apenas o começo. Quando você trai a sua consciência, acaba ficando com vergonha de si mesmo.

MENTIRA E ROUBO – Uma bola de neve – Pequenas pisadas na bola um dia podem se transformar em grandes problemas para você. E até se transformarem em desvios de caráter. Quando esse dia chega, você perde a confiança dos seus amigos e das pessoas mais próximas. Ninguém mais se relaciona com você por amisade – apenas por interesse. Mas chega um dia em que ser seu “amigo” não importa mais – e você não pode mais contar com ninguém. O problema é maior. Você deve estar se perguntando. Em um pais tão corrupto, onde muitas vezes milhões de reais vão parar na conta de gene corrupta, porque dar bola para detalhes tão pequenos da minha vida, muitas vezes nem são tão ruins assim! A corrupção existe em muitos níveis. Em nenhum deles ela é boa, nem nos governos, nem nas empresas, nem nas escolas – muito menos no seu dia-a-dia.Ser honesto é a única maneira de dizer Não a Corrupção sem ser hipócrita!
Fraude, mentira, falcatruas, roubo, omissão, sonegação, corrupção, negociata, extorsão, propina, etc.
HIPOCRISIA: Ato de fingir sentimentos e qualidades morais. Falsidade!
Saiba bragantino: O Brasil é um dos paises campeões em CORRUPÇÃO. É Responsabilidade de todos os brasileiros mudarem essa situação. E é você e cada um de nós – quem em que fazer a coisa certa!
Você já sabe o que fazer. Pense, reflita. Quais são as suas atitudes?Elas são importantes de verdade? A sociedade muda quando os indivíduos que vivem nela mudam. – Os seus aliados: Os movimentos sociais são um forma da sociedade se organizar em busca de uma maio qualidade de vida, eles podem se de muitos tipos e lutar por vaias causas importantes.
Outro órgão seu aliado é o Ministério Publico, estadual e federal. Que investigará a corrupção e busca a uma sociedade mais honesta e ética. Entre em contato e denuncie. CNPG – www.cnpg.org.br – CONAMP – www.conamp.org.br.
(autor: Afonso Chizzo Neo, Promotor e Coordenador Geal da Campanha de combate a Corrupção, iniciativa do CONAMP).

A dor e a delícia de ser o que é

Estava a ler um artigo no O globo assinado por Maria Lucia Rodrigues, filha do dramaturgo, jornalista, escritor e cronista genial que foi Nelson Rodrigues. Entre outras coisas ela falava da relação de amor com o pai, a quem ela se refere como um ser humano doce, gentil e às vezes severo. Lúcia ainda lembrou, não sem uma certa dose de orgulho o pioneirismo do escritor e extremo espírito de compaixão, generosidade e sensibilidade em defender causas tão nobres como o preconceito racial. Num tempo em que não era fácil dizer que existia racismo no Brasil.
Atenho-me ao fato, pois este é o motivo da crônica.
Só para a gente se situar um pouco: a década era de 40, o ano 1946, Rio de Janeiro, século XX. O país atravessava uma fase de transição na maneira de governar. Saia de um período conturbado no âmbito social e entrava num período onde reinava a esperança num país livre e desenvolvido. Nessa época, Rodrigues tentava encenar a peça “Anjo Negro”, que havia escrito especialmente para o ator, igualmente negro, Abdias do Nascimento e foi advertido pela produção do espetáculo que convidasse um ator branco e depois tingisse de preto.
Escusado dizer que o dramaturgo não acatou a sugestão dos produtores, bateu o pé, como era peculiar dele, e prevaleceu o bom senso. E o bom dizia senso que seria o Abdias do Nascimento o papel principal da peça.
Foi aí que me lembrei do Abdias do Nascimento, um anjo que um dia cruzou o meu caminho e sem mais, assim como quem não quer dizer nada, me disse uma das coisas mais belas de que já ouvi em toda minha vida e que precisava ouvir para que ela (a vida) fizesse algum sentido. Disse-me ele: “Vai João ser gauche na vida”. Só muito tempo depois é que fui entender o verdadeiro significa do vocábulo francês extraído de um poema de Drummond.
Ator, escritor, dramaturgo, brasileiro, nascido em Franca (SP). Nascimento criou o “Teatro Experimental do Negro”, o “Dia da consciência negra”, e fundou o jornal ”Quilombo”, primeiro no gênero a lutar pela igualdade racial no país. Quando político (Deputado Federal e Senador da Republica ) defendeu com unhas e dentes os direitos dos afrodescendentes, o que lhe garantiu uma indicação ao Nobel da Paz em 2010.
Um homem incrível que eu tive o prazer de conhecer. Paulista cultíssimo e sofisticado que ouvia Chopin de olhos fechados. Intelectual consciente de seu tempo, orgulhoso de sua cor, sua raça, com quem mantive conversas profundas, definitivas e intermináveis, e que devotou sua vida em favor de uma causa, não uma qualquer, mas a negra. Uma cara que acreditava no ser humano, apesar de tudo e numa sociedade mais justa, sem preconceitos. Não à toa foi considerado o mais completo intelectual do mundo africano do século XX.
No que avanço no texto, penso no humano coração do Abdias. Tento rememorar sua luta (na vida como na arte), lembrar sua dor, a de ser negro, num país onde todos somos pretos de alma branca, desde que fomos descobertos, bem como o seu orgulho de ser o que era. Penso, ainda, nos muitos amigos negros feito pela vida afora. E enquanto penso neles ouço uma música que vem de muito longe e inunda o ambiente, invadindo meus ouvidos. São os versos da canção do Caetano, descubro agora enternecido: “Mas presos são quase todos pretos ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres (...) e todos sabem como se tratam os pretos”. E meus olhos enchem-se de lágrimas.
Com ele, o Anjo Negro, nossas conversas giravam sempre em torno de teatro, de cultura, de arte, de gente (mas de teatro). Ele me aconselhava o melhor caminho a seguir na carreira artística, indicando-me grupos, companhias. Hoje, passado algum tempo, penso, que embora a vida tenha me levado por outros caminhos, que não o Teatro, que amo de paixão e a quem devo tudo, seus conselhos eu os guardo comigo e os carrego aonde quer que eu vá, como uma profecia. Sua amizade será eterna e seus ensinamentos, também.

João Carlos Gonçalves é Empreendedor Social

A SIMPLICIDADE DO EVANGELHO


                    Sempre que leio o Novo Testamento, uma constatação é inevitável: a simplicidade do que Jesus ensinou. Sua mensagem, embora eloquente e arrebatadora, é tecida com o fio das coisas simples. Ele tem um acurado senso de observação da vida e, sobre ela, constrói uma ponte para nos falar do Céu. Jesus viveu à margem da religião faustosa de seu tempo. Logo no início de seu ministério, escolheu a Galileia para morar. A Galileia ficava ao norte de Israel, uma terra simples, rural, onde havia uma boa convivência com a natureza e com estrangeiros. Ao sul, ficava a Judeia, lugar do imponente templo e ricos sacerdotes. Mas Jesus preferiu juntar-se àqueles “caipiras” de sua época, gente humilde, de sotaque arrastado, capaz de denunciar um Pedro medroso na noite da prisão de seu Mestre.
         Desse cenário, Jesus extraiu ricas parábolas. Vivas. Ele podia falar de ovelhas a um público acostumado à vida campestre. Podia dizer “Olhai os lírios do campo!”, tendo ao seu redor um manto de relva verde pontilhado dessas belas flores.
E sempre que leio Jesus, uma segunda constatação também é consequente: a grande diferença entre o que Ele ensinou sobre Deus e o nosso intrincado mundo religioso. Nesse intervalo de dois mil anos, a religião que se formou em torno dele é algo tão complexo! Dogmas. Rituais. Orações para todos os gostos. Mil intercessores. Teologias. Um exército de homens mercenários, comercializando abertamente o evangelho, construindo teias para complicar o que é simples, atalhos que escurecem o límpido caminho da salvação.
           A simplicidade do evangelho contrasta com grandes catedrais. Tronos de ouro. Luxo. Religião-estado. Onde o poder não é mais uma virtude divina, e sim poder temporal, eclesiástico, político mesmo. Assim está o Brasil de hoje: retalhado em territórios religiosos. Vendo avançar esta ou aquela placa de igreja, mas não vendo regredir as mazelas do País.
Simplicidade para reduzir itens da vida. Nada dessa voraz teologia da prosperidade, através da qual igrejas ensinam a pecar. A pecar pela avareza, cobiça em querer mais e mais. No evangelho, Jesus continua dizendo que a vida de um homem não consiste na quantidade de bens que ele possui. Simplicidade.
Se Jesus aparecesse hoje por aqui, é bem provável que não procurasse algumas igrejas. E, se procurasse, expulsaria os modernos cambistas da fé. Derrubaria suas barracas de campanha e nos lembraria que a casa de Deus deve ser reconhecida como lugar de oração. Simplicidade de culto. Simplicidade de Deus.
         Muita coisa em que hoje cremos foi construída pela história. Por isso, é indispensável uma boa leitura do evangelho. Nada de mergulhar cegamente no caudaloso rio da religião. É sempre bom olhar a nascente do cristianismo. Ouvir o que Jesus tem a dizer. Porque, passados dois mil anos, os homens estão complicando muito.

Rui Raiol é escritor

          O artigo acima deve ser objeto de reflexão: Em relação às contradições que vemos em Bragança, sempre os missionários querendo mais, ostentando patrimônio,museus, casas de recepção, obras faraônicas visando auferir renda, aparato,  mídia, que atrai mais atenção do que a finalidade, alcançar a Deus.  A Diocese ostenta terras sem fim social, quando há milhares de sem tetos. Pastores evangélicos fazendo política para benefícios pessoais (empreguismo), etc. alguns vivem como nababos, enquanto dizimistas vivem na pobreza.  “Vende tudo que tens e segue-me”.” Daí de graça o que de graça recebeis”. Citações que se aplicam as ovelhas, do patrimônio das igrejas nada se dá, vende-se ou aluga-se, em nome de Deus, tudo é permissível, as pessoas leigas sem reflexão são envolvidas pelos meros discursos em contradição a pratica e leis divinas interpretadas de acordo com as conveniências. Templos, virou mania em Bragança, a cada dia mais se constroem, a fé, os costumes em nada mudam, a violência impera e a politicalha escraviza o povo carente desinformado, pelas necessidades, vítimas de fácil manipulação dos mais espertos, fariseus, Anti-Cristos vendedores do templo, pois em nome de Deus se atraem platéias sedentas de pão e enfraquecidas espiritualmente.
            Religiões não nos levam a Deus, mas as obras e a fé, pessoas de conhecimento, alguns viraram agnósticos, outros crêem em Deus, fazem obras, além de orações diretas, fora do formal, mas não professam religiões, pelas contradições dos lideres, que não merecem confiança dos esclarecidos. Entretanto, Há raríssimas, dignas exceções de missionários comprometidos com Deus (J. Brigida). 

SOS POR RESPEITO A CIDADANIA EXMOS SRs PROMOTORES DO MP


      Dignas Promotoras Gruschenca, Adriana e Dra. Maria José V. Carvalho.  
     
       Nestes 398 anos de existência o bragantino não assumiu seus valores da cidadania, assistindo calado a toda sorte de violência institucional, por parte inclusive de agentes públicos da prefeitura, quando permite, apesar da legislação em vigor (lei municipal) ,que espaço público, praças e vias que são de domínio público, direito de ir e vir da sociedade sejam interditados para atividades privadas, através inclusive de cones do DEMUTRAN, como no caso da frente da Rádio Educadora e Praça Antônio Pereira.
       Até alimentos como a carne verde e o pescado, são expostos em vias públicas às intemperíes com riscos de contaminação (feiras e mercados) submetendo a sociedade a riscos de saúde, sob omissão da vigilância sanitária.Concessão de Festas de caráter privado em vias públicas, pela POLICIA CIVIL,  como ocorreu com a tradicional festa do ODA e Praça Silva Santos, próximo a Colônia dos Pescadores, sob clamor da sociedade trabalhadora, fechando vias principais da cidade aos condutores de veículos, incomodando o repouso noturno das vizinhanças,  ao CARNABRAGANÇA, mesmo o Rotary Clube, que inclusive fez plantação de árvores decorativas em toda a avenida Mendonça Furtado e que poderão ser destruídas pela ação de vândalos, não obteve o aval nem do Ministério Público para sua demanda sugerindo que o evento ocorresse no Aeroporto Municipal, onde não haveria traumas ou prejuízos quaisquer sendo o local ideal para eventos de massa.
        A Sociedade Bragantina, pelas suas maiorias de cidadãos que recolhem seus impostos, trabalham cotidianamente e tem seu repouso, direito de ir e vir constitucioais e assegurados em cláusula pétrea, vem a através dos jornal da cidadania protestar pelo que julga permissividade das autoridades constituídas pelo que julgam violência ao seu direito legal.   

REPOUSO NOTURNO – É Direito violentado dos bragantinos.


           Tanto já se falou na cidade, inclusive por autoridades, principalmente o Ministério Público, Juizado, Prefeitura, Polícias Civil e Militar sobre o direito ao sossego e repouso noturno. Nesta terra, parece, sem lei (é potoca?) que é nossa Pérola do Caeté. Decorrem anos e não se toma uma medida definitiva para equacionar a balburdia sonora que invade os lares bragantinos com o abuso sonoro de DJ’s e seus “Treme Terras” pelos confins das madrugadas, cujo som ilimitado e confrontando os limites legais e o bom senso, chega aos hospitais no centro de Bragança e a milhares de lares incomodados, que fora o grito solitário deste jornal, parece não acreditar, nem mais nas autoridades, a quem caberia resolver definitivamente os problemas. Entretanto, o que se vê, quando vemos a Policia Judiciária, inclusive, liberar festas em locais públicos, em vias do centro de Bragança, parecendo não se dar conta dos estragos trazidos ao sossego, via o sono atormentado dos cidadãos. Nos 20 anos de imprensa já vimos um delegado ser transferido através de política, porque apreendeu parte de um som treme-terra, em atitude tida como extrema, face ao desrespeito as suas determinações, quando tentou colocar um freio rígido sobre a barulheira infernizadora de uma aparelhagem sonora. 
           O Ministério Público, via reclamação de vizinhos, já estabeleceu sanções ao Lions Clube de Bragança e a antiga sede social do Time Negra. O Lions é um clube filantrópico, cuja renda reverte em ações sociais, devido a festas animadas a aparelhagens sonoras, em resposta a reclamação da vizinhança, o Lions foi apenado face abusos sonoros da aparelhagem locatária.
            A Secretaria municipal de Meio Ambiente já andou colocando na mídia supostas ações para racionalizar abusos de carros-som na cidade, isto, há mais de quatro meses. Entretanto, é questionável sua competência para fazer tal trabalho, de vez que até hoje desconhecemos resultados práticos, qualquer medida, em termos de blitz, diurna ou noturna, mesmo sabendo-se da aquisição de um medidor decibelímetro. Nada de prático foi feito em Sra. Secretária? Desta vez estou pegando devagar, mas, e as ações efetivas?
            O que estranhamos, é a Policia Judiciária conceder licença para festas noturnas em locais públicos como para uma festa no bairro da Aldeia, onde há nas vizinhanças milhares de lares de pessoas que trabalham, pagam seus impostos e tem seu direito ao sossego público assegurado em lei. Até à madrugada escutava-se os brados do DJ, e haja telefonemas ao jornal para cobrança e também às autoridades por moradores incomodados. E se segurem desta vez os moradores da avenida Nazeazeno Ferreira, além de outras, porque neste mês de junho, tudo pode, tudo parece permitido pela anuência das autoridades e tolerância do Ministério Público, que infelizmente, só age provocado, quando alguns cidadãos organizam-se em manifestações e ali buscam amparo da lei.
             Sabemos de uma lei municipal que proibiria tais tipos de eventos, a não ser de cunho cultural, em vias publicas. È mais uma potoca, ninguém cumpre. Se há alguma medida drástica, mas depois, como ocorre no restante do país, tudo volta ao normal.
             Sr. Comandante da PM, força que faz rondas e segurança noturna, seria bom perquirir-lhe, do porque do telefone 190 estar sempre ocupado, e do porque de a própria polícia militar, cujo quartel localiza-se no centro da cidade, com sargentos e oficiais de plantão noturno atentos, parece, só agirem, mesmo ouvindo os brados abusivos de DJs, já bastaria em abusos o som musical, permanecerem omissos de cobrar aos abusadores racionalidade no uso das aparelhagens.
             Vem ai a Festa do Oda, evento tradicional, e que ninguém, fora o fato de ser realizado em via pública, em avenida principal da cidade, é radicalmente contra, todo mundo gosta, inclusive o articulista, reclamante pela sociedade, o que desgosta parte dos reclamantes são os excessos, afinal, a maioria da sociedade, idosos, trabalhadores do dia seguinte, doentes nos hospitais, tem o direito ao repouso, nosso direito termina onde começa o direito alheio. Qual é a necessidade, racionalmente falando, dos excessos sonoros, a não ser até as 22:00 hs, tudo  bem, visando chamar atenção para a festa.
              Ninguém quer impedir as festas alheias, nós, geralmente estamos lá também, prosando e papeando com amigos, com os proprietários, com os DJs, o que se quer é a consciência dos limites, porque assim não haveria traumas, e todo mundo sairia satisfeito, tanto quem curte festas movidas as aparelhagens, nada temos-lhes contra, quanto aqueles que tem o direito inalienável e legal ao repouso noturno.
            Sugestão: Por quê, os Srs. Promotores, incluindo o do Meio-Ambiente, o Comte da PM, delegado da Polícia Civil, não fazem blitz em algumas festas, e também, nas licenças, poderia estar condicionado o compromisso dos limites legais de decibéis usados nas aparelhagens. No fim, todo mundo ficaria satisfeito, as autoridades tampouco poderiam ser questionadas por omissão, há anos tais problemas são reclamados pelas bocas inconformadas dos cidadãos bragantinos. Tem jeito autoridades?

O que temos e o que queremos


              Gosto de caminhar pelo comércio de minha cidade. Tem uma característica diferente, dinâmica e caótica. As pessoas caminham apressadas. Responsabilidade no olhar, sabem onde vão e o que querem. Precisam de muito pouco para viver, sorrir e serem felizes. Parece que a brisa que vem do rio Caeté revigora suas almas alimentadas pela esperança de ver nossa Bragança com belos trajes, calçada com sapatinhos de cristal, qual cinderela em noite de gala. Ma o rio Caeté chora e suas lágrimas rolam por sobre o lodo inundo e fético, desprezado e triste. Quando suas águas estão em maré alta, ele conforta sua companheira de infortúnio – a “favela”.
               O dicionário diz que: “favela – é um conjunto de habitações populares, em geral tostamente construídas e usualmente deficientes de recursos higiênicos”. Mas eu acrescento mais algumas significações: é a ferida, a chaga, o tecido porulento de administradores que não têm a sensibilidade, a inteligência e a competência de cuidar bem do dinheiro público. Não me dirijo a alguém em especial, mas a todos aqueles que não fizeram nada pelo povo e pela cidade, ou o fazem muito pouco. Por quê?
               A orla do rio Caeté se cuidada com carinho seria o cartão postal desta cidade, cantada pelos poetas e saudada pelos visitantes. As ruas esburacadas, cheias de lixo e lama obrigam os transeuntes a olhar para o chão, ou correm o risco de cair – e caindo de joelhos aproveitam e fazem uma prece. No dia 27 de outubro de 2010 tive a grata satisfação de visitar a Feira Cultural do IST, cujo tema era – “A Bragança que temos e a Bragança que sonhamos” – Estão de parabéns todas as escolas de Bragança que realizam projetos dessa natureza mobilizando a comunidade escolar para que tomem consciência da realidade do nosso cotidiano. Esses projetos poderiam servir de inspiração para as políticas públicas tão necessárias, pois envolvem poder público e os vários grupos sociais, ou seja a sociedade.
                  A sociedade é um organismo vivo em constante mutação, é por isso que os cidadãos e cidadãos que pertencem a uma mesma comunidade não podem deixar o poder público governar sozinho, pois estamos numa democracia e não numa ditadura. Temos é dever de colaborar. Gosto de ver grupos nas ruas reclamando por seus direitos de forma pacífica e consciente. Pois muitas vezes o poder público precisa ser pressionado para que a luz brilhe e veja com carinho o trabalhador, a trabalhadora honestos nos sustento de sua família.
                  Quando as ruas são usadas depois da burocracia é porque foram levados à exaustão aqueles que muito pediram e confiaram no momento do voto. Se a máquina administrativa funcionar com as rodas dentadas perfeitamente ajustadas e lubrificadas com o óleo da competência e da vontade política, tudo funcionará bem. O poder e o dinheiro são duas forças poderosas e quando aliadas ao respeito, conhecimento, talento e trabalho exercem transformações para o desenvolvimento e o bem estar coletivo.
                   Achei estranho quando os pequenos quiosques de alimentação foram “jogados” para baixo na orla do rio Caeté sem a estrutura necessária para recebe-los. A população tem o direito da escolha e as várias opções apresentadas fariam bem a todos, pois, há quem prefira os restaurantes e há os que preferem os quiosques. Todos sairiam ganhando e os gestores municipais ganhariam mais alguns votos.
                  Quando Emílio Dias Ramos foi prefeito de Bragança há muitos anos, ele realizou o projeto da Feira às margens do rio Caeté com barracas padronizadas, praça ao lado do mercado de peixe onde os bragantinos promoviam festas na quadra junina. O local era enfeitado com bandeirolas coloridas e outros eventos eram também realizados. Era uma boa opção de lazer. Na época o povo só reclamou de uma coisa e reclamou muito, ele, o prefeito mandou derrubar dezenas de mangueiras que enfeitavam nossos passeios. Tirou-nos o prazer de juntar mangas deliciosas com todo o vigor do alimento saudável, a sombra benfazeja, a oxigenação dos pulmões, a paisagem exuberante.
                  A igrejinha de São João foi demolida, não sei quem foi o responsável, nem o porquê. No lugar ficou o Cruzeiro da Aldeia, que hoje também não existe. Temos agora somente uma feira que é a vergonha de todo bragantino da “gema”. A falta de urbanização da cidade ao longo do tempo transformou nossa feira em uma “favela”. Qual administração “purificará” a orla do rio Caeté? Barcos de pesca, empresas de médio porte, feirantes, pescadores, todos esperam por esse histórico momento, pois segundo informações confiáveis é muito difícil realizar essa “grande” tarefa. Impossível é para mim! Essa é minha opinião.

Sibá Torres (72 anos)
Professora em Letras pela UFPA
Bragança-Pará

13 DE MAIO – MESMO ABOLIDA, A ESCRAVIDÃO PERSISTE NO BRASIL


Oficialmente, a escravidão foi abolida no Brasil em 13 de maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea. Na prática, porém, essa violência persiste até mesmo nas cidades. De 2003, ano de criação do Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, até julho de 2010, foram libertados 31.661 trabalhadores em condições análogas a de escravidão no Brasil. De acordo com  Gulnara Shahinian, relatora especial sobre escravidão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o problema é comum em todo o planeta e hoje é até mais grave do que no passado.
               Como antes o escravo era considerado posse, o proprietário tinha preocupação em mantê-lo vivo e saudável, o que não acontece nos dias de hoje. Atualmente, apesar de ainda haver instrumentos de tortura e correntes, é mais comum escravidão forçada por recursos indiretos, como dívidas, por exemplo. No Brasil, a escravidão durante o período colonial e império foi marcada pela violência para reprimir qualquer tentativa de resistência, sendo comuns açoitamentos em praça publica. Tais sessões de torturas aconteciam nos pelourinhos, postos em que os escravos eram amarrados e açoitados, chicoteados. Hoje em dia, o que não faltam são histórias inclusive de abusos sexuais e outras práticas cruéis, o trabalho escravo no Brasil continua preenchendo as estatísticas porque as elites, setores do empresariado e até de políticos profissionais anda praticam o escravismo do século XXI acobertados mais por seu poder econômico.
                  No período colonial e no império homens, mulheres e crianças eram tratados como objetos e sofriam violências constantes, hoje ainda não é muito diferente, pois a escravidão é mascarada pelos poderosos contra as classes miseráveis, inclusive na pratica política, quando trocam votos por favorecimento material manipulando os menos favorecidos. 31.66l escravos do século foram libertados de 2003 até 2010 no Brasil, 1835 fazendas foram flagradas praticando trabalho escravo. A PECE 438 apresentada na Câmara Federal  que terras com trabalho escravo sejam desapropriadas para reforma agrária. A proposta está parada no Congresso.        

João Santa Brígida Filho
Diretor da Tribuna do Caeté