Seja bem-vindo. Hoje é

Mâncio querido

Mâncio querido, como ti vejo! Não és mais aquele prédio de bela arquitetura, da Travessa Senador Pinheiro, rua onde nasci próximo das margens do Caeté. Comecei a pisar teu assoalho bem limpo pela inesquecível Dona Lúcia, com dez anos de idade, vindo do gostoso Chumucuí. Meus primeiros anos fiz com mamãe, mestra leiga que me ensinou muito bem até o segundo ano primário. Ao começar a 3ª série com a professora Virgínia que sempre vestia preto, tive o primeiro contato contigo: Grupo escolar Monsenhor Mâncio Ribeiro, seriamente deteriorado e que hoje abriga bandidos, aterrorizando bragantinos e não filhos da Pérola do Caeté.
Que tristeza me causou ao te ver naquele estado de deteriorização, de abandono!Tão bonito que eras! Lembro-me de dedicadas mestras e vou citá-las algumas como Argentina Pereira, Mundiquinha Martins, Isabel Ribeiro de Almeida (Profa. Bebé), Maria Lucy Cunha, Emília Souza, Silvia Oliveira, Theodomira Lima, Ilza Cardoso, Nilvia Oliveira, Zuleide Costa, Lygia Vieira e outras abnegadas mestras que faziam ecoar suas explicações repletas de sabedoria, ouvidas com respeito pelos alunos que queriam estudar.
Ah! Bons tempos no Mâncio!Raramente, ou melhor, nem me lembro de uma falta de respeito às professoras. Realmente, freqüentavam tuas salas limpas, alunos que queriam aprender. E agora? Esqueceram de ti? Autoridades, pessoas interessadas em não permitir que arrancassem tuas portas e janelas, e deixar que as paredes caíssem? Quem te poderá “ressuscitar?” Quem te tirará desta situação? Desta imagem sofredora para aqueles que te contemplam como eu, tua aluna? Quando vou à Bragança “terra de verde e de sol” assim denominada pelo saudoso Padre Vitaliano Vari?
Percorrendo as ruas de Bragança, há pouco tempo, deparei com outro prédio destruído: a Casa de Cultura “Dr. Lobão da Silveira” com seu salão “Padre Vitaliano Vari”. Este prédio bem que poderia ser restaurado para eventos culturais de Bragança. Assim, personalidades marcantes em minha cidade, seriam lembradas para conhecimentos das novas gerações.
A residência do ex-prefeito Nazeazeno Ferreira, genitor de Aluizio Ferreira, está igual ao vizinho Mâncio, destruída, abandonada! Residência onde se deram almoços para Magalhães Barata e que gostava de “serenar” com curiosidade. Assim vejo uma Bragança antiga e observo uma Bragança com casas modernas, de bela arquitetura a embelezar a Pérola do Caeté.
Por Ana Marcy

FRUTOS CORROMPIDOS

Não obstante o Brasil se orgulhe de seu gigantesco rebanho cristão, a Nação ainda não exibe as marcas do evangelho. Não há evidências de conversão de caráter, capaz de mudar o curso de um país gerado sob o flagelo da corrupção, do lucro desleal, da extorsão e da miséria de seu povo. A perpétua queda de ministros apodrecidos é apenas amostragem de uma safra que não se restringe à política. Frutos temporãos corrompidos eis por toda parte, inclusive dentro dos muros caiados de algumas instituições religiosas.
Uma nação convertida aos valores do evangelho é uma nação moralmente sadia. Rege-se pela honestidade, pelo compromisso com a palavra lançada. Equidade. Altruísmo. Integridade. Se quiserem dar outra roupagem, chamem isso de probidade administrativa, eficiência, prestação de contas, justiça, responsabilidade fiscal, interesse público. Isso tudo tem cheiro de evangelho, aroma de pureza que contrasta com o mau odor que assopra de muitas instituições federais, estaduais e municipais.
Curiosamente, quase todo político brasileiro se declara cristão. Ministros, governadores, prefeitos e outros do baixo escalão na quadrilha do crime de colarinho branco são frequentadores assíduos de igrejas. Papa-hóstias. Murmuradores de cânticos sacros. Réus do corpo e do sangue de Cristo durante cultos evangélicos, onde costumam posar com auréola de iluminados. Tem ouvidos, mas não ouvem as pregações. Olhos, mas não veem as necessidades do próximo. São miserês do ofertório, lançando na salva algumas moedas perdidas, tiradas do bolso-sem-fundo da corrupção.
Por seu turno, enquanto ministros-judas-iscariotes se revezam na guarda do dinheiro público, o Censo informa que a Nação está sendo convertida ao evangelho. Católicos permanecem a grande maioria. Evangélicos crescem sem parar. A cada dia, uma nova igreja. E eu me pergunto: cadê as marcas do evangelho nesta nação? Que tipo de fé é essa, onde políticos, cristãos confessos, roubam descaradamente o País? Onde nem mesmo alguns saído do clero têm revelado sinais de conversão pessoal, mas têm sido venais, envolvendo-se em escândalos financeiros, corrompendo-se com seus pares de igual para igual.
Na verdade, de conversão ao evangelho temos ainda muito pouco. A maior prova disso é o tipo de pregação em voga no país. Hoje, alguns líderes religiosos são de causar inveja a velhos políticos corruptos. Em poucos anos, alguns pastores do Brasil saíram de uma vida de assalariado para a elite econômico-financeira da Nação. Como conseguiram isso? Trabalhando pelo evangelho, à semelhança de Paulo, Pedro e João? Não: corrompendo pessoas em nome de Deus. Arrancando do bolso do povo tudo quanto o malsinado político deixou incólume. Malditos homens! Mercenários da Palavra e da consciência alheia. Para essas almas, o fogo do Inferno arderá sete vezes mais. Os maus políticos terão melhor tratamento no Dia do Juízo.
É incrível como a religião cristã é tentada a formar império e obter privilégios. Semana passada, jovens clamaram na Praça de São Pedro contra a isenção tributária do Vaticano. Por aqui, nem isso. Vivemos um pacto de mediocridade cristã. Clérigos fingem que vivem o evangelho e o povo igualmente finge que se converteu à fé. Porém, sinais de todos os lados não apontam isso. Nem quando ministros apostam quem rouba mais em seu turno, nem quando alguns evangélicos entram na política. A estrutura social brasileira continua apodrecida.
No máximo, este é um país religioso. Do poder regenerador do evangelho, há raríssimas evidências.
Rui Raiol é escritor (www.ruiraiol.com.br)

EDITORIAL

Estamos encerrando mais um ano de atividades, buscamos ser, até por não termos “rabo preso” com ninguém, dos melhores e mais acreditados editoriais de Bragança e região, esse é nosso idealismo, por nossa busca e acúmulo de experiência nestes cerca de 22 anos de atividade. Amamos o que fazemos, nossa terapia ocupacional, creiam-nos, temos a Tribuna do Caeté até como dádiva divina, daí por buscarmos aprimorá-la com toda isenção e dignidade possível. Claro, somos passíveis de equívocos, não nos temos como perfeitos. Procuramos, ao longo desse tempo ser fiel a verdade, sem privilegiar com ou sem criticas a ninguém, como diria o ditado popular, “nem o bispo”. Nisto - em liberdade de expressão, pautada na ética e jurídica, buscamos ser diferentes do noticiário banalizado, onde escolhem-se matérias ou personalidades, as telinhas e ouvidos só comentam sobre “pobres, pretos e p.” Lutamos para agir diferente.
Graças a Deus, bragantinos, leitores e patrocinadores que em nós confiam, temos procurado ser fiel a confiança dos senhores. Ora, nossa credibilidade evoluiu. Antes, éramos tidos como “doido” talvez por sermos diferentes? Agora, algumas pessoas nos taxam de corajoso, como se fosse virtude, heroísmo, coragem, não omitir agentes da noticia por sua posição de mando, econômica ou influência. Quem age assim, faz a mídia de omissão, manipulação ou como diria a confrade Natalina Brito (O Imparcial), “Bitolação”. Neste tempo de atuação, mostramos a que viemos, fomos olhados com discriminação, onde por nossas características de livre expressão, éramos olhados sob outro ângulo, e negativo.
Mas essa gente, preconceituosa pela ignorância, vem nos engolindo (expressão do treinador de futebol Zagalo) nestes 17 anos de jornalismo, com passagens pelo O Imparcial (Natalina Brito), O Semanário e Tribuna do Caeté. Em nossa ótica, aqui na Pérola ainda se faz jornalismo amador, conforme interesses políticos, econômicos, religiosos, elitista, escolhendo-se as caras, jogando fatos importantes para baixo do tapete, sendo um desserviço a motivação pelo melhor conhecimento e pela liberdade plena de expressão, principalmente ao “Zé Povinho”, sofredor, caladinho, olhado como cidadão de 3ª classe. Não queremos fazer parte desse circulo de banais, vulgares por omissão, coniventes com os sistema por traz dos próprios interesses fisiológicos. E olhe que alguns se julgam os papas do jornalismo!
Saibam, é doloroso para nós, mesmo com nossa consciência firme por jornalismo isento, citar fatos envolvendo agentes públicos, pessoas de nosso convívio cotidiano, como é o fato da reprovação das contas do exercício de 2007 do ex-presidente e Ordenador de Despesa da Câmara Municipal, Wallailson Guimarães, sendo citado a restituir aos cofres municipais várias importâncias por pagamentos indevidos. Que fica passível de denúncia pelo Ministério Público em resposta a ação proposta por cidadãos bragantinos, ele acusado de desvios de recursos e suposto enriquecimento ilícito. A promotoria, através do juizado solicitou ao TCM informações sobre as contas de Walailson e agora tem no relatório, já em mãos do Presidente da Câmara Pedro Neto, os instrumentos em provas para denunciá-lo por improbidade administrativa, podendo ser afastado por cassação e ficando inelegível. E vós o que dizeis cidadão de Bragança?
Oxalá, por esta citação, não sejamos novamente agredidos pelo Sr. “Adinho” Guimarães, irmão de Walailson, por aquilo, penalizado por transação penal pelo juiz Otávio Albuquerque com apenas R$ 95,00. Sendo nossa intenção, baseado nessa punição, argüir junto ao juizado especial pagamento de indenização por danos morais e matérias, por danos físicos psicológicos e constrangimento público ao idoso (código do Idoso, etc.
Permaneceremos na vanguarda da defesa do cidadão bragantino, que paga impostos, vota e portanto acreditando em nossa Tribuna, aqui tem noticia isenta e como dizem alguns bragantinos: Corajosa! mesmo correndo riscos de vida e agressões! Fazer jornalismo de qualidade, sem escolher caras, faz parte de nossa meta e melhor opção.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo fãs, leitores e patrocinadores bragantinos!
Gratos, muito gratos por tua consideração (atual) e confiança na Tribuna como ícone do noticiário local.

DENUNCIE! O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?
Qual a lei da corrupção? Ganhar, vencer a qualquer preço. Não importa se o outro vai se dar mal. Furar a fila, lucrar no troco; Sair sem pagar a conta; falsificar as notas na escola; Até mesmo contar umas mentirinhas; Afinal de contas, o único ser humano com sentimentos e idéias, que merece ser respeitado é você e a única pessoa que existe no mundo.
Quanto vale a sua consciência? Normalmente, quando as pessoas cometem aos que vão contra aquilo que elas acreditam e agridem os outros gratuitamente. Elas perdem o sono. Mas isso é apenas o começo. Quando você trai a sua consciência, acaba ficando com vergonha de si mesmo.

MENTIRA E ROUBO – Uma bola de neve – Pequenas pisadas na bola um dia podem se transformar em grandes problemas para você. E até se transformarem em desvios de caráter. Quando esse dia chega, você perde a confiança dos seus amigos e das pessoas mais próximas. Ninguém mais se relaciona com você por amisade – apenas por interesse. Mas chega um dia em que ser seu “amigo” não importa mais – e você não pode mais contar com ninguém. O problema é maior. Você deve estar se perguntando. Em um pais tão corrupto, onde muitas vezes milhões de reais vão parar na conta de gene corrupta, porque dar bola para detalhes tão pequenos da minha vida, muitas vezes nem são tão ruins assim! A corrupção existe em muitos níveis. Em nenhum deles ela é boa, nem nos governos, nem nas empresas, nem nas escolas – muito menos no seu dia-a-dia.Ser honesto é a única maneira de dizer Não a Corrupção sem ser hipócrita!
Fraude, mentira, falcatruas, roubo, omissão, sonegação, corrupção, negociata, extorsão, propina, etc.
HIPOCRISIA: Ato de fingir sentimentos e qualidades morais. Falsidade!
Saiba bragantino: O Brasil é um dos paises campeões em CORRUPÇÃO. É Responsabilidade de todos os brasileiros mudarem essa situação. E é você e cada um de nós – quem em que fazer a coisa certa!
Você já sabe o que fazer. Pense, reflita. Quais são as suas atitudes?Elas são importantes de verdade? A sociedade muda quando os indivíduos que vivem nela mudam. – Os seus aliados: Os movimentos sociais são um forma da sociedade se organizar em busca de uma maio qualidade de vida, eles podem se de muitos tipos e lutar por vaias causas importantes.
Outro órgão seu aliado é o Ministério Publico, estadual e federal. Que investigará a corrupção e busca a uma sociedade mais honesta e ética. Entre em contato e denuncie. CNPG – www.cnpg.org.br – CONAMP – www.conamp.org.br.
(autor: Afonso Chizzo Neo, Promotor e Coordenador Geal da Campanha de combate a Corrupção, iniciativa do CONAMP).

A dor e a delícia de ser o que é

Estava a ler um artigo no O globo assinado por Maria Lucia Rodrigues, filha do dramaturgo, jornalista, escritor e cronista genial que foi Nelson Rodrigues. Entre outras coisas ela falava da relação de amor com o pai, a quem ela se refere como um ser humano doce, gentil e às vezes severo. Lúcia ainda lembrou, não sem uma certa dose de orgulho o pioneirismo do escritor e extremo espírito de compaixão, generosidade e sensibilidade em defender causas tão nobres como o preconceito racial. Num tempo em que não era fácil dizer que existia racismo no Brasil.
Atenho-me ao fato, pois este é o motivo da crônica.
Só para a gente se situar um pouco: a década era de 40, o ano 1946, Rio de Janeiro, século XX. O país atravessava uma fase de transição na maneira de governar. Saia de um período conturbado no âmbito social e entrava num período onde reinava a esperança num país livre e desenvolvido. Nessa época, Rodrigues tentava encenar a peça “Anjo Negro”, que havia escrito especialmente para o ator, igualmente negro, Abdias do Nascimento e foi advertido pela produção do espetáculo que convidasse um ator branco e depois tingisse de preto.
Escusado dizer que o dramaturgo não acatou a sugestão dos produtores, bateu o pé, como era peculiar dele, e prevaleceu o bom senso. E o bom dizia senso que seria o Abdias do Nascimento o papel principal da peça.
Foi aí que me lembrei do Abdias do Nascimento, um anjo que um dia cruzou o meu caminho e sem mais, assim como quem não quer dizer nada, me disse uma das coisas mais belas de que já ouvi em toda minha vida e que precisava ouvir para que ela (a vida) fizesse algum sentido. Disse-me ele: “Vai João ser gauche na vida”. Só muito tempo depois é que fui entender o verdadeiro significa do vocábulo francês extraído de um poema de Drummond.
Ator, escritor, dramaturgo, brasileiro, nascido em Franca (SP). Nascimento criou o “Teatro Experimental do Negro”, o “Dia da consciência negra”, e fundou o jornal ”Quilombo”, primeiro no gênero a lutar pela igualdade racial no país. Quando político (Deputado Federal e Senador da Republica ) defendeu com unhas e dentes os direitos dos afrodescendentes, o que lhe garantiu uma indicação ao Nobel da Paz em 2010.
Um homem incrível que eu tive o prazer de conhecer. Paulista cultíssimo e sofisticado que ouvia Chopin de olhos fechados. Intelectual consciente de seu tempo, orgulhoso de sua cor, sua raça, com quem mantive conversas profundas, definitivas e intermináveis, e que devotou sua vida em favor de uma causa, não uma qualquer, mas a negra. Uma cara que acreditava no ser humano, apesar de tudo e numa sociedade mais justa, sem preconceitos. Não à toa foi considerado o mais completo intelectual do mundo africano do século XX.
No que avanço no texto, penso no humano coração do Abdias. Tento rememorar sua luta (na vida como na arte), lembrar sua dor, a de ser negro, num país onde todos somos pretos de alma branca, desde que fomos descobertos, bem como o seu orgulho de ser o que era. Penso, ainda, nos muitos amigos negros feito pela vida afora. E enquanto penso neles ouço uma música que vem de muito longe e inunda o ambiente, invadindo meus ouvidos. São os versos da canção do Caetano, descubro agora enternecido: “Mas presos são quase todos pretos ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres (...) e todos sabem como se tratam os pretos”. E meus olhos enchem-se de lágrimas.
Com ele, o Anjo Negro, nossas conversas giravam sempre em torno de teatro, de cultura, de arte, de gente (mas de teatro). Ele me aconselhava o melhor caminho a seguir na carreira artística, indicando-me grupos, companhias. Hoje, passado algum tempo, penso, que embora a vida tenha me levado por outros caminhos, que não o Teatro, que amo de paixão e a quem devo tudo, seus conselhos eu os guardo comigo e os carrego aonde quer que eu vá, como uma profecia. Sua amizade será eterna e seus ensinamentos, também.

João Carlos Gonçalves é Empreendedor Social

A SIMPLICIDADE DO EVANGELHO


                    Sempre que leio o Novo Testamento, uma constatação é inevitável: a simplicidade do que Jesus ensinou. Sua mensagem, embora eloquente e arrebatadora, é tecida com o fio das coisas simples. Ele tem um acurado senso de observação da vida e, sobre ela, constrói uma ponte para nos falar do Céu. Jesus viveu à margem da religião faustosa de seu tempo. Logo no início de seu ministério, escolheu a Galileia para morar. A Galileia ficava ao norte de Israel, uma terra simples, rural, onde havia uma boa convivência com a natureza e com estrangeiros. Ao sul, ficava a Judeia, lugar do imponente templo e ricos sacerdotes. Mas Jesus preferiu juntar-se àqueles “caipiras” de sua época, gente humilde, de sotaque arrastado, capaz de denunciar um Pedro medroso na noite da prisão de seu Mestre.
         Desse cenário, Jesus extraiu ricas parábolas. Vivas. Ele podia falar de ovelhas a um público acostumado à vida campestre. Podia dizer “Olhai os lírios do campo!”, tendo ao seu redor um manto de relva verde pontilhado dessas belas flores.
E sempre que leio Jesus, uma segunda constatação também é consequente: a grande diferença entre o que Ele ensinou sobre Deus e o nosso intrincado mundo religioso. Nesse intervalo de dois mil anos, a religião que se formou em torno dele é algo tão complexo! Dogmas. Rituais. Orações para todos os gostos. Mil intercessores. Teologias. Um exército de homens mercenários, comercializando abertamente o evangelho, construindo teias para complicar o que é simples, atalhos que escurecem o límpido caminho da salvação.
           A simplicidade do evangelho contrasta com grandes catedrais. Tronos de ouro. Luxo. Religião-estado. Onde o poder não é mais uma virtude divina, e sim poder temporal, eclesiástico, político mesmo. Assim está o Brasil de hoje: retalhado em territórios religiosos. Vendo avançar esta ou aquela placa de igreja, mas não vendo regredir as mazelas do País.
Simplicidade para reduzir itens da vida. Nada dessa voraz teologia da prosperidade, através da qual igrejas ensinam a pecar. A pecar pela avareza, cobiça em querer mais e mais. No evangelho, Jesus continua dizendo que a vida de um homem não consiste na quantidade de bens que ele possui. Simplicidade.
Se Jesus aparecesse hoje por aqui, é bem provável que não procurasse algumas igrejas. E, se procurasse, expulsaria os modernos cambistas da fé. Derrubaria suas barracas de campanha e nos lembraria que a casa de Deus deve ser reconhecida como lugar de oração. Simplicidade de culto. Simplicidade de Deus.
         Muita coisa em que hoje cremos foi construída pela história. Por isso, é indispensável uma boa leitura do evangelho. Nada de mergulhar cegamente no caudaloso rio da religião. É sempre bom olhar a nascente do cristianismo. Ouvir o que Jesus tem a dizer. Porque, passados dois mil anos, os homens estão complicando muito.

Rui Raiol é escritor

          O artigo acima deve ser objeto de reflexão: Em relação às contradições que vemos em Bragança, sempre os missionários querendo mais, ostentando patrimônio,museus, casas de recepção, obras faraônicas visando auferir renda, aparato,  mídia, que atrai mais atenção do que a finalidade, alcançar a Deus.  A Diocese ostenta terras sem fim social, quando há milhares de sem tetos. Pastores evangélicos fazendo política para benefícios pessoais (empreguismo), etc. alguns vivem como nababos, enquanto dizimistas vivem na pobreza.  “Vende tudo que tens e segue-me”.” Daí de graça o que de graça recebeis”. Citações que se aplicam as ovelhas, do patrimônio das igrejas nada se dá, vende-se ou aluga-se, em nome de Deus, tudo é permissível, as pessoas leigas sem reflexão são envolvidas pelos meros discursos em contradição a pratica e leis divinas interpretadas de acordo com as conveniências. Templos, virou mania em Bragança, a cada dia mais se constroem, a fé, os costumes em nada mudam, a violência impera e a politicalha escraviza o povo carente desinformado, pelas necessidades, vítimas de fácil manipulação dos mais espertos, fariseus, Anti-Cristos vendedores do templo, pois em nome de Deus se atraem platéias sedentas de pão e enfraquecidas espiritualmente.
            Religiões não nos levam a Deus, mas as obras e a fé, pessoas de conhecimento, alguns viraram agnósticos, outros crêem em Deus, fazem obras, além de orações diretas, fora do formal, mas não professam religiões, pelas contradições dos lideres, que não merecem confiança dos esclarecidos. Entretanto, Há raríssimas, dignas exceções de missionários comprometidos com Deus (J. Brigida). 

SOS POR RESPEITO A CIDADANIA EXMOS SRs PROMOTORES DO MP


      Dignas Promotoras Gruschenca, Adriana e Dra. Maria José V. Carvalho.  
     
       Nestes 398 anos de existência o bragantino não assumiu seus valores da cidadania, assistindo calado a toda sorte de violência institucional, por parte inclusive de agentes públicos da prefeitura, quando permite, apesar da legislação em vigor (lei municipal) ,que espaço público, praças e vias que são de domínio público, direito de ir e vir da sociedade sejam interditados para atividades privadas, através inclusive de cones do DEMUTRAN, como no caso da frente da Rádio Educadora e Praça Antônio Pereira.
       Até alimentos como a carne verde e o pescado, são expostos em vias públicas às intemperíes com riscos de contaminação (feiras e mercados) submetendo a sociedade a riscos de saúde, sob omissão da vigilância sanitária.Concessão de Festas de caráter privado em vias públicas, pela POLICIA CIVIL,  como ocorreu com a tradicional festa do ODA e Praça Silva Santos, próximo a Colônia dos Pescadores, sob clamor da sociedade trabalhadora, fechando vias principais da cidade aos condutores de veículos, incomodando o repouso noturno das vizinhanças,  ao CARNABRAGANÇA, mesmo o Rotary Clube, que inclusive fez plantação de árvores decorativas em toda a avenida Mendonça Furtado e que poderão ser destruídas pela ação de vândalos, não obteve o aval nem do Ministério Público para sua demanda sugerindo que o evento ocorresse no Aeroporto Municipal, onde não haveria traumas ou prejuízos quaisquer sendo o local ideal para eventos de massa.
        A Sociedade Bragantina, pelas suas maiorias de cidadãos que recolhem seus impostos, trabalham cotidianamente e tem seu repouso, direito de ir e vir constitucioais e assegurados em cláusula pétrea, vem a através dos jornal da cidadania protestar pelo que julga permissividade das autoridades constituídas pelo que julgam violência ao seu direito legal.   

REPOUSO NOTURNO – É Direito violentado dos bragantinos.


           Tanto já se falou na cidade, inclusive por autoridades, principalmente o Ministério Público, Juizado, Prefeitura, Polícias Civil e Militar sobre o direito ao sossego e repouso noturno. Nesta terra, parece, sem lei (é potoca?) que é nossa Pérola do Caeté. Decorrem anos e não se toma uma medida definitiva para equacionar a balburdia sonora que invade os lares bragantinos com o abuso sonoro de DJ’s e seus “Treme Terras” pelos confins das madrugadas, cujo som ilimitado e confrontando os limites legais e o bom senso, chega aos hospitais no centro de Bragança e a milhares de lares incomodados, que fora o grito solitário deste jornal, parece não acreditar, nem mais nas autoridades, a quem caberia resolver definitivamente os problemas. Entretanto, o que se vê, quando vemos a Policia Judiciária, inclusive, liberar festas em locais públicos, em vias do centro de Bragança, parecendo não se dar conta dos estragos trazidos ao sossego, via o sono atormentado dos cidadãos. Nos 20 anos de imprensa já vimos um delegado ser transferido através de política, porque apreendeu parte de um som treme-terra, em atitude tida como extrema, face ao desrespeito as suas determinações, quando tentou colocar um freio rígido sobre a barulheira infernizadora de uma aparelhagem sonora. 
           O Ministério Público, via reclamação de vizinhos, já estabeleceu sanções ao Lions Clube de Bragança e a antiga sede social do Time Negra. O Lions é um clube filantrópico, cuja renda reverte em ações sociais, devido a festas animadas a aparelhagens sonoras, em resposta a reclamação da vizinhança, o Lions foi apenado face abusos sonoros da aparelhagem locatária.
            A Secretaria municipal de Meio Ambiente já andou colocando na mídia supostas ações para racionalizar abusos de carros-som na cidade, isto, há mais de quatro meses. Entretanto, é questionável sua competência para fazer tal trabalho, de vez que até hoje desconhecemos resultados práticos, qualquer medida, em termos de blitz, diurna ou noturna, mesmo sabendo-se da aquisição de um medidor decibelímetro. Nada de prático foi feito em Sra. Secretária? Desta vez estou pegando devagar, mas, e as ações efetivas?
            O que estranhamos, é a Policia Judiciária conceder licença para festas noturnas em locais públicos como para uma festa no bairro da Aldeia, onde há nas vizinhanças milhares de lares de pessoas que trabalham, pagam seus impostos e tem seu direito ao sossego público assegurado em lei. Até à madrugada escutava-se os brados do DJ, e haja telefonemas ao jornal para cobrança e também às autoridades por moradores incomodados. E se segurem desta vez os moradores da avenida Nazeazeno Ferreira, além de outras, porque neste mês de junho, tudo pode, tudo parece permitido pela anuência das autoridades e tolerância do Ministério Público, que infelizmente, só age provocado, quando alguns cidadãos organizam-se em manifestações e ali buscam amparo da lei.
             Sabemos de uma lei municipal que proibiria tais tipos de eventos, a não ser de cunho cultural, em vias publicas. È mais uma potoca, ninguém cumpre. Se há alguma medida drástica, mas depois, como ocorre no restante do país, tudo volta ao normal.
             Sr. Comandante da PM, força que faz rondas e segurança noturna, seria bom perquirir-lhe, do porque do telefone 190 estar sempre ocupado, e do porque de a própria polícia militar, cujo quartel localiza-se no centro da cidade, com sargentos e oficiais de plantão noturno atentos, parece, só agirem, mesmo ouvindo os brados abusivos de DJs, já bastaria em abusos o som musical, permanecerem omissos de cobrar aos abusadores racionalidade no uso das aparelhagens.
             Vem ai a Festa do Oda, evento tradicional, e que ninguém, fora o fato de ser realizado em via pública, em avenida principal da cidade, é radicalmente contra, todo mundo gosta, inclusive o articulista, reclamante pela sociedade, o que desgosta parte dos reclamantes são os excessos, afinal, a maioria da sociedade, idosos, trabalhadores do dia seguinte, doentes nos hospitais, tem o direito ao repouso, nosso direito termina onde começa o direito alheio. Qual é a necessidade, racionalmente falando, dos excessos sonoros, a não ser até as 22:00 hs, tudo  bem, visando chamar atenção para a festa.
              Ninguém quer impedir as festas alheias, nós, geralmente estamos lá também, prosando e papeando com amigos, com os proprietários, com os DJs, o que se quer é a consciência dos limites, porque assim não haveria traumas, e todo mundo sairia satisfeito, tanto quem curte festas movidas as aparelhagens, nada temos-lhes contra, quanto aqueles que tem o direito inalienável e legal ao repouso noturno.
            Sugestão: Por quê, os Srs. Promotores, incluindo o do Meio-Ambiente, o Comte da PM, delegado da Polícia Civil, não fazem blitz em algumas festas, e também, nas licenças, poderia estar condicionado o compromisso dos limites legais de decibéis usados nas aparelhagens. No fim, todo mundo ficaria satisfeito, as autoridades tampouco poderiam ser questionadas por omissão, há anos tais problemas são reclamados pelas bocas inconformadas dos cidadãos bragantinos. Tem jeito autoridades?